Avenged Sevenfold: do metalcore ao heavy metal grandioso
Poucas bandas de metal moderno mudaram tanto de pele quanto o Avenged Sevenfold. Começaram gritando, viraram referência de solos clássicos, perderam um irmão pelo caminho e ainda assim seguiram reinventando o som a cada disco.

Huntington Beach, 1999
O Avenged Sevenfold se formou em 1999 em Huntington Beach, na Califórnia. O nome vem de uma passagem bíblica, a história de Caim e Abel, e cada integrante adotou um apelido de palco: M. Shadows no vocal, Zacky Vengeance na guitarra base, Synyster Gates na guitarra solo, Johnny Christ no baixo e James Sullivan, o The Rev, na bateria.
O disco de estreia, Sounding the Seventh Trumpet (2001), ainda era cru e ligado ao metalcore da época. Mas a ambição já estava ali.
City of Evil: a virada
Waking the Fallen (2003) refinou o metalcore da banda, mas a guinada de verdade veio em City of Evil (2005). M. Shadows largou os gritos, abraçou o vocal limpo e a banda virou as costas para a fórmula da cena, mirando o heavy metal clássico, de solos longos e músicas épicas. Bat Country virou o cartão de visita.
Dali em diante, o Avenged passou a ser visto menos como uma banda de metalcore e mais como herdeiro do hard rock e do metal oitentista.
Os discos que marcaram época
Vale traçar a linha do tempo dos álbuns que definiram a banda:
- City of Evil (2005) — a despedida do metalcore.
- Avenged Sevenfold (2007) — o autointitulado, com Almost Easy e Afterlife.
- Nightmare (2010) — o disco do luto.
- Hail to the King (2013) — primeiro a chegar ao topo nos Estados Unidos.
- The Stage (2016) — progressivo, conceitual e lançado de surpresa.
A perda de The Rev
Em 2009, James Sullivan, o The Rev, morreu, deixando a banda devastada. Ele não era só o baterista: tinha papel central na composição. Para gravar Nightmare (2010), o grupo chamou Mike Portnoy, do Dream Theater, que tocou seguindo as ideias que The Rev havia deixado.
So far away.
So Far Away foi escrita como uma despedida direta ao amigo. Anos depois, Brooks Wackerman assumiu a bateria de forma permanente.

Reinvenção sem fim
Em vez de repetir a fórmula vencedora, o Avenged escolheu o risco. The Stage (2016) trouxe faixas longas, temas de inteligência artificial e ciência, e foi lançado sem aviso prévio. Life Is but a Dream... (2023) foi ainda mais longe, flertando com jazz e música experimental e dividindo opiniões.
É exatamente essa recusa em ficar parada que mantém a banda relevante quase vinte e cinco anos depois da formação.
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