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Filmes & Séries

Hunger Games: Sunrise on the Reaping — como o filme reconstrói o passado brutal de Haymitch

Todo mundo que assistiu aos primeiros filmes lembra do Haymitch bêbado, cínico e sarcástico que recebe Katniss e Peeta na plataforma do trem. O que quase ninguém sabia era como ele tinha chegado ali. É essa lacuna que Sunrise on the Reaping foi preencher — e o marketing da Lionsgate vem esquentando a estreia ao longo de julho, com direito a novos vídeos apresentando o rapaz de 16 anos antes de a arena o destruir.

Arte de divulgação de Hunger Games: Sunrise on the Reaping
A prequela volta 24 anos no tempo para mostrar o Segundo Massacre Quaresmal.

De onde saiu essa história

O filme adapta Sunrise on the Reaping, livro que Suzanne Collins publicou em 2025 e que virou best-seller na mesma semana de lançamento. Ela não é de escrever prequela por escrever: cada novo livro da autora nasce de uma ideia que ela quer discutir. Aqui o tema é a propaganda e a forma como o poder reescreve a verdade para se manter de pé.

A trama se passa 24 anos antes da primeira aventura de Katniss. É a 50ª edição dos Jogos Vorazes, o chamado Segundo Massacre Quaresmal — uma edição especial em que cada distrito precisa mandar o dobro de tributos para a Capital. Dobro de crianças, dobro de mortes, dobro de audiência.

Quem é Haymitch antes de virar Haymitch

O jovem Haymitch Abernathy vem do Distrito 12, o mesmo canto pobre e carvoeiro de onde sairia Katniss décadas depois. Ele é esperto, teimoso e ainda não carrega o peso que o transformaria no homem amargurado que conhecemos.

Quem dá vida a ele é Joseph Zada, ator australiano em ascensão que assume um dos papéis mais observados do ano. A comparação com o Woody Harrelson dos filmes originais é inevitável, e o desafio de Zada é justamente mostrar o antes: o garoto que ainda tinha o que perder.

Um elenco de peso do começo ao fim

A Lionsgate montou um elenco que chama atenção em qualquer cartaz. Alguns nomes confirmados:

  • Ralph Fiennes como uma versão de meia-idade do presidente Coriolanus Snow, ainda consolidando seu domínio sobre Panem;
  • Elle Fanning, Jesse Plemons e Kieran Culkin em papéis ligados à máquina da Capital;
  • Mckenna Grace e Whitney Peak entre os jovens que orbitam a história de Haymitch;
  • Glenn Close, Maya Hawke, Ben Wang e Kelvin Harrison Jr. completando o time.

Whitney Peak vive Lenore Dove Baird, namorada de Haymitch — um nome que os leitores do livro já sabem que carrega tragédia.

O homem por trás da câmera

Francis Lawrence volta a dirigir. Ele já comandou Em Chamas, as duas partes de A Esperança e a prequela A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes — ou seja, praticamente toda a franquia depois do primeiro filme passou pelas mãos dele.

Essa continuidade importa. É Lawrence quem mantém a identidade visual sombria da série, aquele contraste entre o brilho grotesco da Capital e a miséria dos distritos. Ninguém entende melhor o tom desse universo no cinema.

Por que a franquia ainda funciona

Jogos Vorazes nunca foi só ação para adolescentes. A saga pegou temas pesados — desigualdade, autoritarismo, o espetáculo da violência transmitido como entretenimento — e embrulhou tudo numa história que prende.

Sunrise on the Reaping mira exatamente o coração desse projeto. Ao mostrar como Haymitch foi moído pela engrenagem, o filme explica por que ele passa os anos seguintes bebendo e por que despreza tanto o show que a Capital transformou a morte de crianças.

É o tipo de prequela que só faz sentido se acrescentar algo. E, pelo material que Collins escreveu, há bastante para acrescentar.

Quando dá para assistir

A estreia nos cinemas está marcada para 20 de novembro de 2026. Até lá, a Lionsgate deve seguir distribuindo trailers e vídeos de bastidores — a campanha de julho, apresentando o jovem Haymitch, foi só o aquecimento.

Para quem quer chegar preparado, vale reler o livro ou revisitar os filmes antigos. O que Haymitch viveu na 50ª edição ecoa em cada cena dele nas histórias de Katniss.

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