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Rock

Slash e Myles Kennedy anunciam Flying Blind, quinto álbum da parceria, e turnê mundial para 2027

Quinze anos depois de unir forças, Slash e Myles Kennedy voltam ao estúdio com a mesma banda de sempre. The Conspirators confirmou nesta semana o quinto álbum da parceria, Flying Blind, com a faixa-título já disponível em vídeo oficial. O disco chega em fevereiro de 2027, junto com uma turnê mundial.

Slash tocando guitarra em show ao vivo
Slash, guitarrista por trás do riff que deu origem a "Flying Blind".

Um riff sem dono virou faixa-título

Slash chegou ao ensaio com um riff e nada mais. Nenhuma letra, nenhum arranjo definido, só a ideia na ponta dos dedos. Foi a banda inteira que decidiu, ali mesmo, para onde aquele riff deveria ir — e o resultado batizou o álbum.

A faixa "Flying Blind" nasceu assim: ao vivo, na sala de ensaio, sem planejamento prévio. É um reflexo de como o grupo vem trabalhando desde 2010, quando Slash decidiu montar uma banda de verdade em torno do nome, em vez de só assinar discos solo com convidados.

Quem toca o quê

A formação é a mesma desde o início da parceria, o que explica a cumplicidade no som:

  • Slash — guitarra e, numa escolha pouco comum para o gênero, pedal steel
  • Myles Kennedy — vocal e parte da composição das letras
  • Todd Kerns — baixo e vocais de apoio
  • Brent Fitz — bateria
  • Frank Sidoris — guitarra base

A produção ficou com Michael "Elvis" Baskette, parceiro de longa data do grupo, gravado no Studio Barbarosa, na Flórida.

Myles Kennedy cantando no palco
Myles Kennedy divide vocal e composição com Slash desde 2010.

Quinze anos, cinco discos

O primeiro álbum autointitulado saiu em 2010. Desde então, a banda manteve um ritmo constante:

  1. Slash (2010)
  2. Apocalyptic Love (2012)
  3. World on Fire (2014)
  4. Living the Dream (2018)
  5. 4 (2022)
  6. Flying Blind (2027)

Flying Blind é o primeiro álbum de estúdio completo da banda desde 4, lançado em 2022 — ou seja, cinco anos de silêncio no quesito material novo, ainda que Slash tenha seguido ativo em outros projetos no período.

A sonoridade nunca mudou de direção de forma radical ao longo dessas cinco placas: hard rock direto, riff na frente, vocais melódicos de Myles Kennedy por cima. Quem gostou do primeiro disco de 2010 encontra um caminho fácil até o álbum novo.

O que esperar do disco

O novo trabalho tem 12 faixas e foi gravado majoritariamente ao vivo em estúdio — a banda tocando junto, sem construir a canção camada por camada depois. É uma escolha que favorece a textura mais crua que marcou os discos anteriores do grupo.

Baskette descreveu o resultado como um álbum que soa, antes de tudo, como uma banda em uma sala — e não como um produto de guitarra sobreposta a guitarra em pós-produção.

O vídeo oficial da faixa-título já está no ar e mostra o grupo tocando junto, sem grandes conceitos narrativos — o foco segue sendo a execução ao vivo, marca registrada dessa fase da carreira de Slash fora do Guns N' Roses.

Por que uma banda paralela depois de tanto tempo?

Slash montou The Conspirators em 2010 num momento em que o Guns N' Roses vivia um dos períodos mais instáveis da história, sem previsão de disco novo. A solução foi criar um canal próprio para continuar lançando material enquanto a banda principal não se movia.

Quinze anos depois, os dois projetos convivem sem concorrência: o Guns N' Roses voltou a girar o mundo em turnês, e The Conspirators manteve o próprio calendário de discos e shows, quase como se fosse uma segunda carreira em paralelo — não uma pausa nem um substituto.

A turnê de 2027

O anúncio do disco já vem com turnê marcada. A etapa norte-americana começa em 23 de abril, em Reno, Nevada, e segue até 22 de maio, em Tulsa, Oklahoma — datas fora dos Estados Unidos ainda não foram reveladas.

É o roteiro de sempre do grupo: lançar o álbum e, pouco depois, subir aos palcos para tocar as faixas novas ao lado dos hits que já emplacaram em quinze anos de parceria.

O que isso diz sobre a parceria

Slash é, antes de tudo, o guitarrista do Guns N' Roses — mas há mais de uma década ele também toca num grupo que é dele de verdade, com Myles Kennedy como parceiro de composição fixo. Cinco álbuns depois, The Conspirators deixou de ser projeto paralelo e virou banda com identidade própria, com público e repertório que já não dependem do nome Guns N' Roses para vender ingresso.

Quinze anos de parceria e o som continua cru.

Isso, por si só, já diz bastante sobre como esse grupo decidiu envelhecer: sem reinvenções forçadas, sem perseguir tendência — só repetindo a fórmula que funcionou desde o primeiro disco, com uma faixa nova que nasceu de um riff tocado na cara, sem rede.

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