Splatoon Raiders: o primeiro spin-off solo de Splatoon já está no Switch 2
Depois de três jogos inteiros construídos em cima de batalhas de tinta multiplayer, a Nintendo resolveu testar uma receita nova para a franquia Splatoon. Splatoon Raiders chegou em 23 de julho, exclusivo para o Switch 2, e é o primeiro spin-off da série — sem uma gota de modo competitivo. No lugar da arena, uma aventura solo (ou em cooperativo) construída em cima de naufrágio, exploração e muita tinta.
De battle royale de tinta a spin-off solo
Splatoon estreou em 2015, ainda no Wii U, como resposta da Nintendo aos shooters competitivos: em vez de sangue, tinta; em vez de eliminar o time adversário, cobrir mais território. Splatoon 2 (2017) e Splatoon 3 (2022) levaram a fórmula para o Switch e transformaram a franquia numa das mais rentáveis da casa, com modos ranqueados, eventos sazonais e uma legião de fãs que decora até o figurino dos Idols que narram cada temporada.
O que nunca tinha acontecido até agora era um jogo da série sem multiplayer competitivo no centro. Splatoon Raiders muda isso.
Um naufrágio para começar a aventura
A história começa com um mecânico sem nome pilotando um helicóptero para o trio Deep Cut — Shiver, Frye e Big Man — sobre as misteriosas Ilhas Spirhalite. Um facho de luz dispara do centro do arquipélago, provoca um ciclone e derruba a aeronave. O grupo fica preso.
A partir daí, cabe ao jogador — no papel do mecânico — liderar a exploração das ilhas: descobrir como voltar para casa, entender por que o lugar está infestado de Salmonídeos hostis e, de quebra, juntar o máximo de tesouro possível pelo caminho.
Uma fórmula bem diferente do resto da franquia
A receita mudou de verdade. Os Salmonídeos, aquela espécie de salmão guerreiro que até então só aparecia como antagonista nos modos Salmon Run de Splatoon 2 e 3, viram os inimigos principais de uma campanha inteira — não mais uma onda cronometrada, e sim um mundo para explorar.
O que ficou diferente:
- Zero modo competitivo: nada de partidas 4x4 em arenas.
- Campanha solo como eixo central, com cooperativo online e local para até quatro jogadores.
- Progressão por coleta: juntar Spirhalita para destravar armas e melhorar o equipamento.
- Foco em exploração de ilhas, não em rodízio de mapas.
O Robô de Exploração e os ataques da Deep Cut
Para se mover pelas Ilhas Spirhalite, o mecânico conta com o Robô de Exploração, um veículo quadrúpede pilotado por um integrante da Deep Cut à escolha do jogador. Cada um deles carrega um ataque especial, o Showstopper, capaz de limpar a tela de Salmonídeos de uma vez.
A progressão gira em torno disso: ilha por ilha, o jogador melhora armas e equipamento para dar conta do próximo desafio, numa curva que lembra jogos de ação com elementos de looter — só que com a estética de tinta e o humor que já são marca registrada da série.
Por que isso importa para o Switch 2
Splatoon Raiders está entre os primeiros grandes exclusivos de uma franquia consolidada a nascer diretamente para o Switch 2, sem versão para o console anterior. Para uma saga que até aqui só sabia fazer uma coisa — tinta competitiva —, apostar num spin-off inteiramente solo era um risco e tanto.
Deu certo.
O que a crítica achou
As primeiras notas confirmam a aposta: o Cubed3 deu 9/10 ao jogo, destacando como evoluir o arsenal do mecânico, ilha após ilha, é ainda mais satisfatório do que parece nos trailers. Outros veículos especializados em Nintendo também elogiaram a curva de progressão e a variedade de gadgets, apontando o game como uma das boas surpresas do catálogo do Switch 2 neste início de vida do console.
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