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Games

Aero the Acro-Bat: o morcego que tentou ser o próximo Sonic

No começo dos anos 90, ter um mascote era questão de honra. A Sega tinha o Sonic, a Nintendo tinha o Mario, e cada empresa menor corria atrás do seu próprio bicho carismático. A aposta da Sunsoft foi um morcego vermelho acrobata de circo, e seu nome era Aero the Acro-Bat.

Capa de Aero the Acro-Bat
Aero the Acro-Bat foi a aposta da Sunsoft num mascote para a era dos 16-bits.

Um mascote saído do picadeiro

Aero era um morcego antropomórfico vermelho, artista de um circo, criado para ser o rosto da Sunsoft naquela corrida por mascotes.

O cenário dava o tom: em vez de campos verdes ou zonas industriais, as fases se passavam em parques de diversão, montanhas-russas e tendas de circo. Era uma identidade visual diferente, e isso jogava a favor.

Acrobacias no lugar da velocidade

Onde o Sonic apostava na pura velocidade, Aero apostava nas manobras. O morcego fazia mergulhos em parafuso, atravessava aros e ganhava impulso em loops espalhados pelas fases.

O controle pedia mais precisão do que reflexo. Não era simplesmente correr para a direita: você tinha que mirar suas acrobacias, o que deixava o jogo mais difícil e exigente do que parecia à primeira vista.

Gameplay de Aero the Acro-Bat
As fases de circo e parque de diversões pediam acrobacias precisas em vez de pura velocidade.

Saiu em 1993 nos dois lados

Aero não escolheu lado na guerra dos consoles. Desenvolvido pela Iguana Entertainment, o jogo chegou em 1993 tanto ao Super Nintendo quanto ao Mega Drive.

A recepção foi positiva. A crítica da época elogiou o visual e a proposta, e a Sunsoft chegou a investir numa continuação e até num personagem derivado, o esquilo Zero.

Por que não emplacou

O problema não era qualidade, era timing. Em 1993, o mercado estava abarrotado de mascotes brigando pela mesma atenção, e a maioria não tinha espaço para crescer.

Uma lista rápida do tamanho da concorrência da época diz tudo:

  1. Sonic, da Sega
  2. Mario, da Nintendo
  3. Bubsy, Cool Spot, Earthworm Jim e dezenas de outros

No meio dessa multidão, até um jogo competente como Aero virava só mais um rosto na vitrine.

Vale o reencontro?

Hoje, Aero the Acro-Bat é exatamente o tipo de jogo que dá título a uma série como esta: bom o bastante para ter marcado quem jogou, esquecível o bastante para ninguém lembrar do nome.

Se você cresceu com um 16-bits em casa, é bem possível que tenha encarado aquele morcego em alguma locadora. Um emulador resolve a curiosidade em cinco minutos — e o desafio continua tão teimoso quanto antigamente.

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