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Mangás e HQs

Chainsaw Man: o mangá caótico que ninguém viu chegando

Tatsuki Fujimoto não escreve mangá como os outros. Chainsaw Man é a prova: começa como uma história triste de pobreza, vira violência surreal e nunca, em momento algum, deixa o leitor confortável sabendo o que vem a seguir. Foi assim que ele virou um dos maiores fenômenos recentes do gênero.

Arte de Chainsaw Man
Denji se funde a Pochita e vira o Chainsaw Man, com lâminas brotando do corpo.

Um herói que não pediu para ser herói

Denji é um adolescente miserável, vendendo órgãos e caçando demônios para pagar a dívida do pai morto. Seu único amigo é Pochita, um cachorro-demônio com uma motosserra no lugar do focinho.

Quando Denji é traído e morto, Pochita se funde a ele e o traz de volta como Chainsaw Man — capaz de puxar uma corda no peito e fazer lâminas brotarem do próprio corpo. O sonho dele com todo esse poder? Comer pão com geleia e ter uma vida normal.

O caos como marca registrada

Esqueça previsibilidade. Fujimoto mata personagens importantes sem aviso, muda o rumo da história de um capítulo para o outro e mistura horror, comédia e tristeza no mesmo quadro.

Essa imprevisibilidade é justamente o que prende. Você nunca sente que está em terreno seguro — e poucos mangás conseguem manter essa tensão página após página.

Personagens que grudam

Parte do sucesso vem do elenco bizarro e carismático:

  • Makima, a misteriosa superiora de Denji, em torno de quem gira metade dos mistérios
  • Power, a demônio do sangue, egoísta e hilária
  • Aki, o colega atormentado pelo próprio passado

São figuras difíceis de esquecer, cada uma puxando a história para um lado diferente.

Makima de Chainsaw Man
Makima, a enigmática superiora de Denji, é o centro de boa parte dos mistérios.

O estouro com o anime

O mangá já tinha legião de fãs, mas a adaptação do estúdio MAPPA, em 2022, jogou Chainsaw Man no centro das atenções mundiais.

A produção caprichada e o estilo cinematográfico dividiram opiniões entre puristas e novatos, mas cumpriram o papel: levaram o nome de Denji para muito além das livrarias.

O autor por trás da loucura

Vale conhecer Fujimoto além de Chainsaw Man. Ele também assina obras curtas e cultuadas como Fire Punch, Look Back e Goodbye, Eri — todas com aquela mesma assinatura de quem gosta de quebrar regras.

É um dos nomes que melhor representam a nova geração de mangakás: menos preso à fórmula, mais disposto a chocar. E Chainsaw Man é o cartão de visitas perfeito disso.

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